La dernière ligne

Houveram palavras e sons, risos e lágrimas, 0 e 1.
Agora tudo volta ao próprio ventre.
Se procurava mentiras, palavras ruins, ausência, distração, é melhor procurar algum lugar que esteja com as luzes acesas.
Agora as palavras ficarão guardadas por um bom tempo.
Deixarei que fiquem velhas e amareladas, percam o gosto e um dia, virem pó e se juntem ao vento, à chuva, e ao lado de fora.
Talvez um dia eu volte a escrever. Talvez eu ainda continue aquele menino que odeia bala de canela, gosta de banho de chuva, anda no escuro, vive sentado em uma janela, esquece rápido demais das coisas, escondia monstros embaixo da cama, que esqueceu de crescer.
Fechem as cortinas, a última linha acabou.

A Sombra do Vento

"Quando eu morrer, tudo o que é meu será seu, Julián - ele costumava dizer. - Menos os sonhos."

Ponteiros

Tudo chega na hora certa. As pessoas, as idéias, um gole d'água, uma chuva, um minuto, um orgasmo, uma história... Eles aparecem e desaparecem da sua vida na hora certa.
Isso acontece por um motivo muito simples: não existe hora certa.

Era uma vez...

Uma rua, um rapaz solitário, os olhos castanhos de uma moça, uma troca de olhares e dois sorrisos, um impulso, um sinal verde, um ônibus, sangue no chão, uma falha do destino, uma moça de olhos castanhos solitária.

Desilusões, desesperanças, desesperos

Como assim, não se leva nada dessa vida?
É impossível.
É cruel.